John VI of Portugal

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John VI of Portugal : biography

13 May 1767 – 10 March 1826

Controversies

According to Pedreira and Costa, few Portuguese monarchs have as large a place in the popular imagination as Dom João VI. That image is very varied, "but rarely for good reason. … It is not strange that the tribulations of his marriage and family life and the references to his personality and personal customs, inviting easy caricature and circulation of an unflattering, if not comic, tradition.""ainda que raramente por boas razões. … Não são estranhas as atribulações de sua vida conjugal e familiar e as referências à sua personalidade e aos seus costumes pessoais, convidando à caricatura fácil e à circulação de uma tradição pouco lisonjeira, quando não jocosa". Pedreira & Costa, o. 8. The king is popularly shown as indolent, silly and clumsy, subjugated by a shrewish wife, a disgusting glutton who always had baked chicken in his coat pockets to eat them at any time with greasy hands,Loyola, Leandro. . Entrevista com Lúcia Bastos. In: Revista Época. Nº 506, 25/01/2008. In Portuguese. a version perfectly typified by the Brazilian film Carlota Joaquina – Princesa do Brasil (1995), a parody mixed with sharp social criticism. That work had enormous repercussions, but, according to the critical commentary of Ronaldo Vainfas, "it is a story full of errors of all types, misrepresentations, imprecisions, inventions";"é uma história cheia de erros de todo tipo, deturpações, imprecisões, invenções" for historian Luiz Carlos Villalta, "it constitutes a broad attack on historical knowledge","constitui um amplo ataque ao conhecimento histórico" in contrast to director Carla Camurati’s stated intent "to produce a cinematic narrative that would constitute a type of historical novel with pedagogic function and, at the same time, would offer the viewer knowledge of the past and would help, as a people, to think about the present. It does not offer new historical knowledge to the viewer, even if one were to treat history as a novel: it reinforces, in truth, the ideas that the viewers bring, being zero in terms of increased knowledge… In this way, it leads the viewer more to debauchery than to critical reflection on the history of Brazil"."produzir uma narrativa cinematográfica que constituísse uma espécie de romance histórico com funções pedagógicas e que, assim, oferecesse ao espectador um conhecimento do passado e o ajudasse, como povo, a pensar sobre o presente. …não oferece conhecimento histórico novo ao espectador, nem que se considere que a mesma concebe a História como um Romance: ele reforça, na verdade, as idéias que os espectadores trazem, sendo nulo em termos de ampliação do conhecimento… Dessa forma, conduz-se o espectador mais ao deboche do que à reflexão crítica sobre a história do Brasil." Villalta, Luiz Carlos. "Carlota Joaquina, Princesa do Brazil": entre a história e a ficção, um "Romance" crítico do conhecimento histórico. Departamento de História – UFMG, s/d. pp. 1–34. In Portuguese.

Diverse visual representations of John range from an overweight, oversized, sloppy appearance to a dignified and elegant character.Martins, p. 28 As for historians’ portrayals, researcher Ismênia de Lima Martins writes, "If there is agreement among all authors who relied on the testimony of those who knew him closely for his kindness and affability, all the rest is controversy. While some pointed to his countenance of a statesman, others considered him a coward and completely unprepared to govern. In any event, Dom João VI left his indelible mark on Luso-Brazilian history, a fact that resonates to the present, through a historiography that insists on judging the king, despite the transformations that discipline experienced over the course of the twentieth century"."Se existe a concordância de todos os autores, que se basearam no depoimento daqueles que o conheceram de perto, quanto à sua bondade e afabilidade, todo o resto é controvérsia. Enquanto uns apontavam sua visão de estadista, outros consideravam-no inteiramente covarde e despreparado para governar. De qualquer maneira, Dom João VI marcou de forma indelével a história luso-brasileira, fato que repercute até o presente, através de uma historiografia que insiste em julgar o rei, desprezando as transformações contínuas que a disciplina experimentou ao longo do século XX". Martins, pp. 24-25